No decorrer dos últimos anos, o lar, que antes era visto como um porto seguro, onde as pessoas podiam se sentir protegidas diante da violência do mundo, tem se transformado um objeto de medo e terror. Os pais e responsáveis, que antes representavam uma espécie de conforto máximo, dando-lhes abrigo, carinho, amor e alimento, ou pelo menos, o conhecimento básico que prepara o ser humano para a vida, agora, refere-se a uma gama de situações que envolvem maus tratos de ordem física ou de abuso sexual.

Essas mudanças exigem uma observação mais profunda relacionada ao ambiente em que estas crianças vivem, ou, no por que vem aumentando esse comportamento violento dentro das famílias. Ainda que se fale bastante sobre este assunto, muitas pessoas, principalmente as crianças, que nestes casos se encontram em situação de total abandono, agredidas, inofensiva e completamente desprotegidas, desconhecem as vias de proteção e auxilio.

Durante a pesquisa é possível perceber que esta não é uma situação exclusivamente de quem possui baixa renda, ou de negros, como se pode imaginar. Recentemente tivemos diversos casos de violência contra crianças e adolescentes em famílias de classe media alta. Como por exemplo, casos de grande repercussão nacional como Isabella Nardoni e a procuradora de justiça, Vera Lúcia de Santanna Gomes, acusada de torturar uma menina de 2 anos. Torturas não só físicas, como também psicológicas.

Algumas pessoas acreditam que dar palmadas é uma forma de conseguir que a criança faça aquilo que esta sendo pedido, e que isso ajudará a educá-la, pois estará fazendo exatamente aquilo que seus pais ou responsáveis mandam. Será esta a forma mais correta de educar? Os pais acham que somente eles podem definir o melhor para seus filhos, e desta forma, somente eles poderiam determinar o melhor método de educar. Diante disto, seria possível analisar estas pessoas com perfil aparentemente violento? É possível educar sem bater? Qual o limite?

Anexei abaixo, dois videos que irão possibilitar uma analise mais profunda a respeito do assunto. Os dois videos tratam do caso da procuradora Vera Lucia Gomes, feito pelo fantástico.  O primeiro vídeo fala a respeito do caso, contando com a participação da promotora e do advogado de defesa. E o segundo contém uma entrevista feita com a acusada. Vejam!

1º video:

2º video:

 

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comentários
  1. bfernanades disse:

    Especialistas indicam que bater não é a melhor forma para se educar, a criança só vai ficando traumatizada. O importante é sempre ter um dialogo equilibrado com os filhos, ensinando os dois caminhos o que é certo ou errado. Mas sempre impor limites, no entanto é preciso que os pais sejam firmes, que imponham respeito, de forma que não prejudique a relação dos filhos, pois isso pode gerar conflitos futuros. A educação familiar é muito importante para a relação social no futuro.

  2. luanasalles disse:

    De acordo com um pesquisa feita pela CNN,o diálogo é a melhor forma para educar seus filhos. Foram analisados 16 países de culturas diferentes e os resultados globais mostraram que a conversa é a arma mais poderosa para disciplinar as crianças. De acordo com a pesquisa, 79% das mulheres e 77% dos homens brasileiros preferem conversar com as crianças. Tirar um privilégio vem, também, em segundo lugar com 17% de popularidade entre mães e 12% entre os pais. Punições físicas não são aprovadas por nenhuma das mães – 0% das entrevistadas disseram que aprovam esse tipo de castigo – e apenas 4% dos homens usam essa técnica.

    Sendo interessante a análise desse artigo escrito por John Charles Ryle,onde ele nos mostra o quanto nosso próprio exemplo pode influenciar na educação de nossos filhos.

    artigo:

    http://www.monergismo.com/textos/livros/educar_criancas_ryle.pdf

  3. euniceborja disse:

    Além do material interessante postado, houve uma apresentação do mesmo, contextualizando-o. Bom trabalho.

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